terça-feira, 25 de julho de 2017

25 DE JULHO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA AFRO-LATINO-AMERICANA-CARIBENHA



25 DE JULHO
DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA
AFRO-LATINO-AMERICANA-CARIBENHA




Em 1992, em Santo Domingos, foi realizado o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas onde 70 países participaram, ocasião em que foi definido  dia 25 de julho como o Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha.
A associação do racismo e machismo são elementos que trazem a dificuldade das mulheres negras latino-americana e que as transformam como excludentes tanto na parte social, política e econômica, Esses argumentos legitimaram a diáspora na perspectiva negra e sobretudo das mulheres negras onde sofrem a dupla opressão com a predominância de um gênero sobre o outro.
No Brasil,  através da Lei n. 12.987 de 2014 se torna calendário oficial como Dia de Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou rainha, resistindo bravamente à escravidão por duas décadas. Ela se torna símbolo da luta das mulheres negras porque desafiou o sistema escravocrata da Coroa portuguesa.
Tereza foi líder do Quilombo de Quariterê, o desafio com a coroa portuguesa durou mais de 20 anos, comandando a maior comunidade de libertação de negros e indígenas da capitania de Mato Grosso.
No Vale do Guaporé, conhecida como Rainha Tereza articulava tanto a parte administrativa, econômica e política da comunidade, garantindo a segurança e a sobrevivência de mais de 100 pessoas, entre negros e indígenas.



AS INJUSTIÇAS SÃO AS MESMAS APESAR DOS PAÍSES SEREM DIFERENTES

Após 300 anos de escravidão no Brasil a situação das mulheres negras pouco melhorou e o sinal desta história existe na vida destas mulheres que atualmente são as mais exploradas e oprimidas.

A construção do dia 25 de julho dar-se-á pelo grau de vulnerabilidade que as mulheres negras se apresentam. A confirmação é apresentada pela baixa escolaridade, menores salários, jornada de trabalho maior, o acúmulo de trabalho informais, as piores ocupações em postos de trabalho e a violência que a cada dia só aumenta através dos dados estatísticos.

A situação das haitianas é desesperadora, são mulheres e meninas que sofrem com a violência das guerras e uma ocupação militar liderada nos últimos anos pelos governos do PT. Os casos de violência doméstica e sexual são parte da rotina da vida dessas mulheres. A miséria as obriga a se prostituírem nas ruas dos bairros mais pobres por 50 ou 100 Gourdes (1 ou 2 dólares). Pesquisas indicam que 40% das famílias são chefiadas por mulheres.

Na América Latina bem como no Caribe, os parasitas que administram os países desses continentes governam para a elite branca e rica, enquanto isso as mulheres negras jovens e trabalhadoras sofrem com as privatizações, com os cortes nos orçamentos da saúde, da educação, da moradia.



MULHER NEGRA SINÔNIMO DE RESISTÊNCIA NA LUTA!


No Brasil as mulheres negras são as maiores vítimas, juntando a violência policial. Na saúde sofrem com a falta de direito de serem mães, pois fazem uma peregrinação para realizar o pré-natal. A violência obstétrica é contínua quando inclusive muitas vezes a anestesia  é negada devido ao mito que as mulheres negras são mais fortes em relação a dor, além de terem seus filhos nas calçadas por falta de vagas em maternidades públicas.A confirmação se apresenta através das taxas de mortalidade materna negra que é 66% maior do que de mulheres brancas. A negação do  direito ao aborto são as mulheres negras trabalhadoras que são as mais penalizadas, os índices de mortes são alarmantes!

No mercado de trabalho, recebem 70% a menos que os homens brancos. Na maioria das vezes ficam em situação insalubre, com péssimas condições de trabalho e com o número insuficiente de creches/escola pública integral sofrem por não terem com quem deixar seus filhos. 
Com a reforma da previdência e a reforma trabalhista, as mulheres negras que começam a trabalhar cedo e na informalidade, terão essas desigualdades ainda mais aprofundadas.

A violência do Estado é constante pois são as lágrimas das mulheres negras que escorrem na face visto que os maiores índices de assassinatos são justamente da população jovem e negra que são seus filhos. Nos presídios a luta destas mulheres é muito dura, devido as condições de vida de seus filhos, maridos, irmãos etc. onde o Estado dizima a qualquer custo a população negra e a cada dia comete injustiças em condenações. O que acontece nos presídios não tem nada de diferente das condições de vida dos tempos da escravidão!

Segundo o Atlas da Violência 2017, de 2005 a 2015, 52% das vítimas eram pretas ou pardas. No espaço doméstico, as mulheres negras representam 60% das vítimas. Enquanto a mortalidade de não-negras (brancas, amarelas e indígenas) caiu 7,4% entre 2005 e 2015, entre as mulheres negras o índice subiu 22%. De acordo com as estatísticas as mulheres negras são mais estupradas que as mulheres brancas e a na violência física são mais expostas na rua.

O 25 de Julho é um dia que deve seguir como exemplo de luta e resistência de cada mulher negra latina americana e caribenha. As haitianas tiveram sua história marcada pela luta revolucionária e não cessam em nenhum momento a sua luta contra o machismo, racismo e xenofobia.

Mulheres negras seguem lutando e enfrentando a opressão e exploração do sistema capitalista. Tereza de Benguela, Dandara dos Palmares, Luiza Mahín, Aqualtune, Zeferina, Maria Felipa de Oliveira, Acotirene, Adelina Charuteira, Mariana Crioula, Esperança Garcia, Maria Firmina dos Reis, Eva Maria de Bonsucesso, Maria Aranha, Na Agontimé, Tia Simoa, Zacimba Gaba, Preta Nastácia, Claudia Silva, todas tiveram em sua história uma marca, “A RESISTÊNCIA NA LUTA”!
Que hoje tomemos como exemplo estas mulheres negras para a nossa vida de mulher trabalhadora!

SALVE TEREZA DE BENGUELA!
SALVE NOSSAS ANCESTRAIS NEGRAS!
SALVE NOSSA LUTA E RESISTÊNCIA!
SALVE! SALVE!

FORA TEMER E TODOS OS QUE ATACAM OS DIREITOS DAS MULHERES NEGRAS TRABALHADORAS!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sobre o Seminário Violência e Reformas realizado no dia 10/07












A realidade das Escolas e Creches Públicas do Rio de Janeiro é triste, pois falta investimento, ocorre sucateamento e violência no dia a dia. Atualmente existe violência tanto no chão das unidades como no entorno, comprometendo todo desenvolvimento educacional e colocando em constante pressão as profissionais da educação e alunos que correm risco de vida diariamente.
Educadores e alunos servem como escudo nos confrontos armados num Estado falido onde a Secretaria Municipal De Educação não consegue ter diálogo.

As Reformas da Previdência e Trabalhista ataca tanto o direito das trabalhadoras e trabalhadores da educação, como o futuro dos alunos da Escola Pública, garantindo somente o único direito de trabalhar e morrer, por isso o SEPE regional 4 realizou o debate sobre Violência e Reformas, evidenciando o impacto direto das Reformas no cotidiano do trabalhador.





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